Do mais antigo não sabia nada há 25 anos. Eu tinha 15, ele 14, e fomos o primeiro grande amor um do outro. Durou 1 intensíssimo ano e depois seguimos os nossos caminhos. Até ao mês passado. O outro a seguir nunca desapareceu completamente mas não nos viamos há uns 8 anos e não nos falávamos há uns 4... Reapareceu o mês passado.
O mais recente foi o maior furacão da minha vida e desapareceu como apareceu, sem deixar rasto, há 7 anos. Voltou o mês passado.
No mesmo mês, homens que um dia fizeram parte de mim, da minha vida, do meu acordar, do meu respirar, surgem-me nos caminhos do virtual. Na net nada se perde, tudo se transforma. Estamos todos lá e lá todos nos cruzamos.
Não houve encontros, nem olhos nos olhos, nem mãos a tocarem-se, nem pulsações aceleradas. Apenas posts, mails, fotos paradas, pedidos de amizade.
Depois retomámos o deslizar rotineiro do sossego. Mantêm-se afastados. Não sei o que fui nem quanto fui para eles. Sei o que foram e quanto foram para mim.
Cada um, a possibilidade de um caminho diferente, de vidas alternativas que nunca foram. Cada um, um nome tatuado nas minhas memórias. Não só o nome. Os olhos, os sorrisos, os beijos, longos abraços, longos planos, sonhos que morreram ou que matámos.Mas eu estou aqui e eles estão aqui. O primeiro amor, artista, o primeiro amante, sobredotado, o primeiro (e único) salto no precipício sem corda, soldado.
Farão parte de mim até ao fim. São meus. E eu deles.
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