Uma voz que canta convoca a terra perdida.
Quase em surdina, evoca os secretos lugares
da infância;
o sítio onde pousavam os pássaros
o quintal cheio de estórias
e - lembras-te?- a tarde em chamas.
A voz murmura:
O exílio é onde nada se recorda de ti
Nada te diz:
sou teu/és meu
O Agualusa talvez pense em Angola, eu penso em Moçambique. Lá, onde tudo me diz: és minha.
A escola onde (acho que) fiz a minha 2ª classe, em Lourenço Marques. Pelo menos, é esta a imagem exacta que tenho nas minhas memórias. Agora chama-se Colégio Barroso.
A feira do pau preto, em Nampula. Não mudou nadinha, era mesmo assim quando por lá passeávamos aos fins-de-semana à tarde.
As árvores de sumauma! Juntávamos os bocados fofos à cara só para os sentir...
E, claro, o mar... Como esquecer o mar de moçambique? Abria-nos os braços e recebia-nos. Aqui, Nacala.Uma voz que canta convoca a terra perdida...
Sem comentários:
Enviar um comentário