segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Angústia Nocturna


















Nasce-me uma angústia de mansinho, nestas horas adormecidas da noite dentro. Estou sozinha, como nos sonhos, e imagino o mundo todo vazio e escuro lá fora. Não sei se há futuro, se há caminhos, se vai voltar a haver luz. Caminho nas ruas desertas e sinto o meu próprio coração quase parado. É a angústia que cresce, não uma angústia de medo, mas uma angústia de tristeza e de lágrimas. Falta-me a mão quente e pequena, mas firme, da minha irmã. Espero-a ao virar de cada esquina, mas sei que não virá. Partiu e não voltará. Mas deve estar à minha espera, aí algures, não estás? Mais tarde ou mais cedo saberei.
(obrigado Hopper, pelas imagens, é mesmo ali que estou quando a angústia chega)

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